Jorge Dias é o artista vencedor da 4ª edição do programa de Residência Artística para Artes Visuais e Fotografia, em Lisboa.

Criado ao abrigo do protocolo de cooperação celebrado entre a Câmara Municipal de Lisboa e o Camões – Centro Cultural Português em Maputo, o programa destina-se a artistas visuais e/ou fotógrafos, de nacionalidade moçambicana ou residentes em Moçambique, há mais de dez anos, que já tenham currículo na área e pretendam desenvolver um projeto coerente, consistente com o seu percurso artístico, pertinente na proposta de relação com a cidade de Lisboa e com reconhecido interesse no âmbito da arte contemporânea.

O Júri constituído por Jürgen Bock (curador independente convidado), Manuel Veiga (Câmara Municipal de Lisboa) e Alexandra Pinho (Camões – Centro Cultural Português em Maputo) avaliou onze candidaturas, uma das quais da cidade da Beira, e decidiu por unanimidade selecionar a proposta de trabalho de Jorge Dias, pelo excelente currículo e mérito de trabalho desenvolvido ao longo da carreira artística, mas também pela sua pertinência e adequação à lógica de criação artística contemporânea que se pretende privilegiar neste programa. O Júri considerou que a proposta de trabalho apresentada, constitui um efetivo projeto de pesquisa e questionamento, demonstrando um elevado grau de maturação e coerência com o percurso artístico do candidato.

Jorge Dias será o artista em residência em Lisboa, entre 1 e 31 de maio de 2018.

Nota Biográfica:

Jorge Dias (Maputo, 1982) estudou Cerâmica na Escola Nacional de Artes Visuais em Maputo e Escultura na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil). É membro fundador do Movimento de Arte Contemporânea de Moçambique - MUVART e, atualmente, é Diretor Adjunto do Museu Nacional de Arte em Maputo.

Expõe regularmente desde inícios da década de 1990, tendo realizado exposições individuais em diversas instituições, entre as quais se destacam as seguintes: Museu Nacional de Arte (com Gemuce, Maputo, 2005); Centro Cultural de Lagos (com Nelson Leirner, Lagos/Portugal 2005); Centro Cultural Franco-Moçambicano (Maputo, 2007 e 2015); Camões – Centro Cultural Português (Maputo, 2010); Espaço Fundação PLMJ (com Lino Damião, Lisboa/Portugal, 2012), Mediateca do BCI (Maputo, 2014), Plano das Coisas (Maputo, 2017).

Participou em várias exposições coletivas, entre as quais se destacam: Réplica e Rebeldia (2007); Lisboa-Luanda-Maputo na Galeria Torreão Nascente da Cordoaria Nacional (2007); Anganza África na October Gallery (2008); Bienal de S. Tomé e Príncipe (2008); Africa Now na Sede do Banco Mundial (2009); África 2.0 na Influx Contemporary Art (2012).

A sua obra está representada em diversas coleções públicas e privadas em Moçambique e no estrangeiro.

Trabalhou como curador no Museu Nacional de Arte em Maputo (2007-2010) e participou, também na área da curadoria, em vários projetos a nível nacional e internacional, entre os quais se destacam: Feira de arte ARCO´06 (Madrid/Espanha, 2006); Feira de Arte Lisboa (Lisboa/Portugal, 2004 e 2008); Expo Arte Contemporânea Moçambique (Maputo, 2004/06/08/10); como co-curador na Bienal TDM A Máquina Que Queria Voar (Maputo, 2007) e na Bienal TDM Espaços de Hoje: desafios e limites (Maputo, 2009).

Escreve sobre a produção da arte em Moçambique desde 2003 e contribui para a teorização das produções mais recentes, tendo publicado artigos nos jornais Notícias, Meianoite e O País, no blog do MUVART e na revista Artecapital (Portugal).