Conhecer, Hoje, Noémia de Sousa Conhecer, Hoje, Noémia de Sousa é a temática do 35º Curso de Literaturas em Língua Portuguesa, que se realiza de 12 a 13 de outubro, das 17h30 às 19h30, no Camões-Centro Cultural Português em Maputo. O Curso de Literaturas em Língua Portuguesa é a mais antiga iniciativa cultural do Camões - Centro Cultural Português em Maputo, realizada em parceria com a Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane, contando, nesta edição, com o apoio do BCI-Banco Comercial e de Investimentos e da Plural Editores. A 35ª edição do Curso de Literaturas em Língua Portuguesa destaca a celebração do Centenário do Nascimento de Noémia de Sousa, voz incontornável da literatura moçambicana. Para esta edição do Curso de Literaturas, o Camões-Centro Cultural Português em Maputo convidou o escritor Luís Bernardo Honwana, os académicos Teresa Manjate e José dos Remédios e os poetas Tânia Tomé e Elísio Miambo. As inscrições decorrem de 6 a 9 de outubro nos seguintes locais: Centros de Língua Portuguesa da Universidade Pedagógica e da Universidade Eduardo Mondlane e Biblioteca do Camões-Centro Cultural Português em Maputo. Os cursantes que irão presenciar as duas sessões deste Curso terão direito a um certificado de participação. Nota Biográfica: Carolina Noémia Abranches de Sousa (1926-2002), poeta e jornalista, é considerada a mãe da poesia moçambicana. Começou a compor os seus textos em 1948 e a sua obra foi publicada em jornais e revistas da época, O Brado Africano e Itinerário in primis. Em 2001, por iniciativa do, também jornalista e poeta, Nelson Saúte, foi publicada pela AEMO a obra Sangue Negro, considerada como uma das mais marcantes da língua portuguesa. “Eu acho que quando comecei a escrever, isso foi uma opção, no fundo dar voz àqueles que não têm voz” (entrevista a Patrick Chabal, in Vozes moçambicanas: literatura e nacionalidade, 1994). “Com Noémia de Sousa, está-se perante uma poesia […] orientada para a afirmação negritudinista, o que em Moçambique, na época, assumia carácter inovador. Com a parte dos poemas de José Craveirinha, que dão continuidade e reelaboram esta orientação temática, estes poemas constituem hoje uma irrecusável referência para a história literária de Moçambique.” (Fátima Mendonça, in Sangue negro, 2019)