Depois de ter deixado a Reserva do Niassa, a maior área protegida de Moçambique e um dos últimos bastiões da vida selvagem na África Austral, Madala, o elefante em tamanho real feito de lã e de ferro, instala-se no Centro Cultural Português em Maputo com o apoio do BCI, de 23 de Junho a 23 de Agosto de 2025.
A história de Madala começou quando Paula Ferro, bióloga, e Derek Littleton, director da Fundação Lugenda e da concessão Luwire, ambos profundamente envolvidos na protecção da Reserva Especial do Niassa, decidiram pôr os seus talentos artísticos ao serviço de um projecto tão ambicioso quanto significativo: a construção de uma obra de arte monumental.
Uma obra de arte para mostrar o que está em jogo na luta contra a caça furtiva e para sensibilizar homens e mulheres para a importância da protecção dos ecossistemas e dos grandes animais selvagens;
Uma obra de arte capaz de mobilizar os homens e as mulheres da reserva e de lhes permitir adquirir novas competências e oportunidades alternativas de rendimento.
Uma obra de arte capaz de voltar a ligar a arte à protecção do ambiente. Em 2023, em parceria com o escultor francês Jules Pennel e com a ajuda de mais de 50 membros das comunidades locais, deram vida a Madala, um elefante em tamanho real.
Um elefante construído com materiais de caça furtiva reciclados para desviar as armadilhas de aço e corda do seu projecto mortal;
Um elefante coberto por uma pele multicolorida, tricotada com lã, para contar a história da resiliência das mulheres que o fabricaram e da diversidade de um mundo natural luxuriante.
Um elefante nascido do trabalho de homens e mulheres para mudar o imaginário popular e reconciliar o homem e a vida selvagem.